17 de junho de 20267 min de leitura

Oracle AI Database@AWS atinge certificação MAA Platinum e latência abaixo de 200 microssegundos

Muneer Mirza, Pandit Prasad, Peter Kurkowski, Karthik Gopalakrishnan

Oracle Cloud

Oracle AI Database@AWS atinge certificação MAA Platinum e latência abaixo de 200 microssegundos

TL;DR: Oracle AI Database@AWS obteve certificação MAA Platinum e latência aplicação-banco de dados de até 165 microssegundos em testes com AWS High Performance Networking. Para empresas brasileiras com workloads críticos (ERP, OLTP, IA), isso significa alta disponibilidade com RTO <30s e RPO=0, sem sacrificar performance. A certificação Platinum valida automação de failover e continuidade operacional, combinando placement groups, direct peering e Oracle Exadata. É um avanço estratégico para quem busca multicloud com resiliência de nível enterprise.

O Oracle AI Database@AWS continua evoluindo como plataforma multicloud estratégica para aplicações corporativas que exigem performance e resiliência. Com a certificação MAA Platinum e latência round-trip (RTT) de até 165 microssegundos, a solução comprova que é possível aliar baixa latência com alta disponibilidade. Este artigo analisa as melhorias de rede, as recomendações de deployment e o que a certificação Platinum significa para cargas críticas de empresas brasileiras.

Melhoria de performance com AWS High Performance Networking

Para workloads sensíveis a latência, o posicionamento da aplicação é uma das decisões arquiteturais mais importantes. Os testes da Oracle MAA mostraram que a localização na rede, a configuração do sistema operacional e o dimensionamento das instâncias impactam diretamente os tempos de resposta.

A mais recente avaliação MAA incorporou melhorias de disponibilidade do Oracle AI Database 26ai, uso de AWS High Performance Networking (EC2 placement groups), aprimoramentos na infraestrutura de rede do Oracle Database@AWS e orientações atualizadas de deployment MAA. A avaliação também validou o Oracle Database@AWS para o nível Platinum, refletindo RTO < 30 segundos e RPO = 0 ou próximo de zero para a maioria das aplicações.

Os testes foram conduzidos com Amazon Linux 2023 em instâncias EC2 colocadas na mesma Availability Zone do Exadata VM Cluster, utilizando a rede de alta performance da AWS. A tabela a seguir resume os resultados observados:

Region Availability Zone Application Instance Sizing Network Configuration Application-to-Database Round Trip Latency (RTT)
(exemplo) AZ-1 (exemplo) Placement Group + Direct Peering 165 µs

Nota: Resultados refletem condições de validação MAA. A latência real varia conforme posicionamento, dimensionamento, configuração de SO, topologia de rede e características da workload.

Recomendações MAA para deployments de baixa latência e alta disponibilidade

Com base nos testes, a Oracle recomenda:

  • Posicionar servidores de aplicação na mesma Availability Zone do banco sempre que possível.
  • Utilizar AWS High Performance Networking (placement groups) para otimizar o posicionamento.
  • Usar direct ODB peering para conectividade aplicação-banco, minimizando saltos de rede.
  • Validar a latência RTT contra os objetivos de nível de serviço antes do deployment em produção.
  • Implantar múltiplas VMs de aplicação conforme necessário para alta disponibilidade, garantindo que o posicionamento continue atendendo aos requisitos de latência.
  • Habilitar recursos de Continuous Availability da Oracle para minimizar interrupções durante manutenção planejada e falhas não planejadas.

Para clientes com múltiplas VMs de aplicação em diferentes contas AWS, a AWS também permite compartilhar placement groups entre contas, preservando estratégias de posicionamento otimizadas.

Por que essas melhorias importam?

Baixa latência aplicação-banco de dados é crítica para workloads empresariais como sistemas OLTP, ERP, plataformas financeiras, serviços digitais voltados ao cliente e aplicações operacionais habilitadas por IA. A combinação de melhorias de rede, maior throughput do Oracle Exadata e as melhores práticas MAA permite que empresas atinjam esses objetivos de latência mantendo as garantias de disponibilidade das arquiteturas Platinum.

Oracle Exadata Database Service no Oracle AI Database@AWS obtém certificação MAA Platinum

Além das melhorias de rede, o Oracle Exadata Database Service on Oracle AI Database@AWS agora é certificado nos níveis Bronze, Silver, Gold e Platinum do Oracle MAA.

A certificação Platinum valida que a solução atende aos padrões mais rigorosos de arquitetura de disponibilidade da Oracle, incluindo recuperação automatizada, continuidade de aplicação e disciplina operacional para deployments corporativos exigentes.

Níveis de certificação MAA para Oracle Exadata Database Service on Oracle AI Database@AWS:

Nível RTO RPO Características
Bronze Horas Minutos Backup e recovery básico
Silver Minutos Segundos Data Guard com standby
Gold < 30s 0 FSFO, Application Continuity
Platinum < 30s 0 Tudo do Gold + automação validada e testes de recuperação

Nota: O nível Platinum não altera os objetivos do Gold (RTO < 30s, RPO = 0), mas adiciona automação e práticas operacionais validadas (Fast-Start Failover, Continuous Availability, testes de recuperação) que garantem consistência sem intervenção manual.

O que o Platinum adiciona além do Gold?

Disaster recovery automatizado

O Oracle Data Guard Fast-Start Failover (FSFO) permite failover automatizado para falhas qualificadas sem intervenção manual de DBA. Quando configurado com um Observer (processo leve que monitora primary e standby), o FSFO detecta falhas e inicia o failover em segundos, com tempos de recuperação de segundos a minutos dependendo da carga.

Para deployments Oracle AI Database@AWS, o FSFO suporta topologias de DR cross-AZ (mesma região) e cross-region. Em configurações cross-AZ, o Observer pode rodar em uma terceira Availability Zone para máxima resiliência.

Disponibilidade contínua para aplicações

O nível Platinum enfatiza também a camada de aplicação, com tecnologias como:

  • Transparent Application Continuity
  • Application Continuity
  • Fast Application Notification (FAN)
  • Runtime Load Balancing (RLB)

Essas funcionalidades permitem que as aplicações continuem operando durante falhas, manutenções e mudanças de papel (role transitions) com mínima interrupção. Transações em voo são automaticamente replayadas no banco primário sobrevivente, sem erros ou desconexão para o usuário final.

Continuidade de negócios validada de ponta a ponta

A certificação Platinum reflete a validação operacional MAA que cobre banco de dados, rede e camadas de aplicação, garantindo o comportamento esperado para continuidade de negócios em cenários críticos.

Recursos

Perguntas Frequentes

  • O que significa a certificação MAA Platinum para minha aplicação crítica?
    A certificação Platinum valida que a arquitetura atende aos mais rigorosos padrões de disponibilidade da Oracle, com RTO < 30 segundos e RPO = 0. Ela adiciona automação de failover via Fast-Start Failover, continuidade de aplicação (Transparent Application Continuity) e validação operacional completa, reduzindo a dependência de intervenção manual da DBA.

  • Quais são os requisitos para atingir latência abaixo de 200 microssegundos?
    Os testes da Oracle MAA mostraram que é necessário posicionar os servidores de aplicação na mesma Availability Zone do banco, usar AWS High Performance Networking (placement groups) e conectividade via direct peering. A configuração do sistema operacional e o dimensionamento das instâncias também impactam diretamente a latência.

  • Essa certificação é aplicável apenas para ambientes Oracle na AWS?
    Sim, ela é específica para Oracle AI Database@AWS. Porém as práticas recomendadas (placement groups, peering, MAA) podem ser adaptadas para outros provedores de nuvem. Empresas brasileiras que já usam AWS e Oracle podem se beneficiar diretamente, especialmente em regiões onde a latência é crítica (ex.: São Paulo).

  • Como o Fast-Start Failover funciona em cenários cross-region?
    O FSFO permite failover automatizado entre regiões ou Availability Zones. Na configuração cross-AZ, o Observer pode rodar em uma terceira AZ para máxima resiliência. O failover é iniciado em segundos, com replay automático das transações em voo, sem perda de dados (RPO=0) e sem necessidade de intervenção manual.

  • O que muda entre as certificações Gold e Platinum?
    Ambas garantem RTO <30s e RPO=0. A Platinum adiciona automação validada (FSFO, Application Continuity, Fast Application Notification) e testes de recuperação de ponta a ponta. Ela assegura que os objetivos de disponibilidade sejam atingidos consistentemente, mesmo em cenários de falha complexos, sem depender de ações manuais da equipe de operação.


Artigo originalmente publicado por Muneer Mirza, Pandit Prasad, Peter Kurkowski e Karthik Gopalakrishnan em cloud-infrastructure.

Gostou? Compartilhe:
Precisa de ajuda?Fale com nossos especialistas 👋
Avatar Walcew - Headset