TL;DR: A Microsoft lançou uma experiência de migração centrada no Fabric que permite montar uma instância do Azure Data Factory como referência read-only no workspace e, em seguida, selecionar pipelines, mapear conexões e migrar — tudo sem sair do Fabric. Para empresas brasileiras, isso reduz significativamente o overhead operacional de migrações ETL/ELT, mas exige validação cuidadosa de conexões e triggers antes de colocar em produção. A opção de iniciar pelo ADF ainda existe para quem prefere uma avaliação de readiness prévia.
O que muda na migração de pipelines do ADF para o Fabric?
Tradicionalmente, migrar pipelines do Azure Data Factory (ADF) para o Fabric exigia começar pelo portal do ADF — rodar assessments e só depois mudar para o Fabric para completar o processo. Esse fluxo continua disponível para cenários onde é importante ter uma visão prévia de readiness.
A novidade é que agora você pode iniciar e concluir a migração diretamente do workspace do Fabric, reduzindo a troca de contexto. A abordagem é especialmente útil para times que já conhecem os pipelines que precisam ser migrados e querem acelerar o processo sem abrir múltiplas interfaces.
Como funciona o novo fluxo Fabric-first?
O processo começa no workspace do Fabric. Basta selecionar Migrate na toolbar e, no painel Migrate to Fabric, escolher a opção Data Factory.
Em seguida, você monta a instância do ADF que deseja migrar. A montagem (Azure Data Factory Item) cria uma referência read-only da sua fábrica no workspace — nada é movido e nada muda na origem até que a migração seja explicitamente iniciada.
Após a montagem, o botão Migrate to Fabric (Preview) fica disponível. O fluxo é idêntico ao da abordagem que começa pelo ADF:
- Selecionar pipelines — escolha pipelines individuais ou todos. Cada pipeline exibe seu status de readiness.
- Mapear conexões — a ferramenta cria automaticamente conexões Fabric para tipos de autenticação suportados (account key, SAS, service principal e workspace identity) para fontes como Azure Blob Storage, ADLS Gen2, SQL Server, Azure SQL Database, Azure Data Explorer e Cosmos DB. Conexões não suportadas podem ser vinculadas manualmente ou criadas nas configurações do workspace.
- Migrar — os pipelines selecionados são copiados para uma pasta com prefixo
nome_da_fábrica_Migration, evitando colisões de nomes. Atividades ligadas a conexões não mapeadas são desativadas — você pode configurá-las depois.
O que fazer depois da migração?
Os pipelines migrados chegam no Fabric com os schedule triggers desabilitados por padrão. Antes de colocar em produção, a recomendação é clara:
- Valide em ambiente não produtivo.
- Verifique se todas as conexões resolvem e autenticam corretamente.
- Reative e configure os triggers.
- Realize testes end-to-end para confirmar que o comportamento é equivalente ao do ADF.
Quando usar cada ponto de entrada?
| Cenário | Entry point recomendado |
|---|---|
| Quer uma avaliação completa de readiness antes de migrar | Comece pelo Azure Data Factory |
| Já sabe qual fábrica migrar e prefere ficar dentro do Fabric | Comece pelo workspace do Fabric |
A escolha depende do seu nível de maturidade com os pipelines e da necessidade de visibilidade prévia. Empresas brasileiras que já possuem processos de FinOps ou SecOps estabelecidos podem se beneficiar da abordagem Fabric-first por reduzir o tempo de execução e o risco de erros manuais — desde que tenham um ambiente de validação robusto.
Perguntas Frequentes
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Quais tipos de autenticação são suportados no mapeamento automático de conexões?
O mapeamento automático cobre account key, SAS, service principal e workspace identity para fontes como Azure Blob Storage, ADLS Gen2, SQL Server, Azure SQL Database, Azure Data Explorer e Cosmos DB. Conexões não suportadas precisam ser mapeadas manualmente ou criadas nas configurações do workspace. -
O que acontece com os pipelines após a migração? Eles ficam ativos imediatamente?
Não. Os pipelines migrados chegam no workspace do Fabric com os schedule triggers desabilitados por padrão. É necessário validar a resolução das conexões, reativar os triggers e realizar testes end-to-end antes de considerar o ambiente como pronto para produção. -
Qual a diferença entre iniciar a migração pelo ADF e pelo Fabric?
Iniciar pelo ADF fornece uma avaliação de readiness (assessment) antes da migração, ideal para quem precisa de visibilidade sobre possíveis incompatibilidades. Iniciar pelo Fabric elimina a troca de contexto, sendo mais adequado para quem já conhece o pipeline e quer agilizar o processo. -
A montagem da instância ADF no Fabric altera algo na origem?
Não. A montagem cria uma referência read-only (Azure Data Factory Item) no workspace do Fabric. Nenhum dado é movido e nenhuma configuração é alterada na sua instância original do ADF até que a migração seja explicitamente iniciada.
Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.