11 de junho de 20265 min de leitura

Aposentadoria de séries de VMs do Azure para Batch: o que muda para sua infraestrutura cloud?

TL;DR: Este artigo analisa o anúncio da Microsoft sobre a aposentadoria, em novembro de 2028, das séries Av2, F, Fs, Fsv2, G, Gs e Lsv2 para pools do Azure Batch. A conclusão principal: organizações brasileiras que dependem de Batch para cargas de trabalho de HPC, renderização ou processamento em lote devem iniciar o planejamento de migração para séries mais modernas (como Dv5, Ev5 ou NVv4) para garantir desempenho, suporte e eficiência de custos.

O que significa a aposentadoria das séries Av2, F, Fs, Fsv2, G, Gs e Lsv2 para Azure Batch?

A Microsoft anunciou a descontinuação de várias séries de Virtual Machines que afetam diretamente os pools do Azure Batch. As séries afetadas são:

  • Av2-series
  • F-series, Fs-series, Fsv2-series
  • G-series, Gs-series
  • Lsv2-series

Data crítica: 15 de novembro de 2028. A partir dessa data, novos pools do Batch não poderão usar essas VMs. Pools existentes continuarão funcionando, mas sem garantia de suporte e sem possibilidade de criação de novos pools com essas séries.

Para empresas brasileiras que utilizam Azure Batch em produção — seja para processamento de dados em lote, renderização 3D, simulações científicas ou machine learning — essa mudança exige planejamento. Ignorar o anúncio pode levar a gargalos operacionais em menos de quatro anos.

Por que a Microsoft está descontinuando essas séries?

A decisão segue o ciclo natural de evolução da infraestrutura cloud. As séries Av2, F, G e Lsv2 são baseadas em processadores mais antigos (Intel Broadwell, Haswell, AMD EPYC 1ª geração). As novas gerações (Dv5, Ev5, NVv4, etc.) oferecem melhor desempenho por núcleo, maior eficiência energética e, em muitos casos, custo por desempenho mais baixo.

Para o cliente, isso significa que a migração não é apenas uma necessidade técnica, mas também uma oportunidade de reavaliar a arquitetura das workloads em Batch. Séries como Lsv2, com armazenamento NVMe local, eram populares para bancos de dados temporários e caches. As alternativas atuais (como Lsv3) mantêm essa proposta com hardware mais recente.

Como planejar a migração dos pools do Azure Batch?

O primeiro passo é auditar os pools atuais. Identifique quais workloads utilizam cada série. Em seguida, mapeie as séries substitutas recomendadas pela Microsoft:

  • Para workloads de uso geral: Dv5 ou Ev5 (Intel/AMD modernos)
  • Para alta performance de CPU: Fsv2 pode ser substituído por FX (com clock mais alto) ou por instâncias HBv3 (HPC)
  • Para workloads com GPU (renderização, machine learning): NVv4 ou NCas
  • Para armazenamento local de alta latência: Lsv3 (sucessor direto da Lsv2)

A migração pode ser feita gradualmente: teste pools novos em paralelo, valide métricas de desempenho (latência, throughput) e ajuste o dimensionamento. Lembre-se de que o Azure Batch suporta a definição de diferentes VM sizes no mesmo pool (usando nodeAgentSkuId e vmSize), mas a partir de 2028 as séries antigas serão bloqueadas para novos deployments.

Implicações de custo e operação para empresas no Brasil

Para companhias brasileiras, o câmbio e a volatilidade dos preços de cloud tornam ainda mais relevante o planejamento antecipado. Séries antigas como G-series eram usadas por sua relação custo-memória interessante. As substitutas podem ter preços de lista diferentes, mas ao considerar o desempenho superior, o custo total de propriedade (TCO) tende a ser menor.

Dica prática: utilize ferramentas como Azure Cost Management aliado a uma estratégia de Reserved Instances para as novas séries, garantindo previsibilidade orçamentária. Além disso, revise a configuração de pools ociosos ou subutilizados — a aposentadoria é um bom momento para otimizar.

Perguntas Frequentes

O que acontece se eu não migrar meus pools do Azure Batch antes de novembro de 2028?
Após 15 de novembro de 2028, novos pools do Batch não poderão mais usar essas séries de VMs. Pools existentes continuarão operando, mas não receberão atualizações ou suporte, e a Microsoft pode desativá-los gradativamente. Sem planejamento, você corre o risco de interrupção de workloads críticas.

Quais séries de VMs são recomendadas como substitutas para cargas de Batch no Azure?
A Microsoft sugere migrar para famílias mais recentes, como a Dv5 e Ev5 (uso geral), e para workloads que exigem GPU, a NVv4. A escolha depende do perfil de carga: alto throughput de CPU, memória intensiva ou aceleração gráfica. Consulte a documentação de séries disponíveis para Batch.

Como o fim dessas VMs impacta custos de cloud para empresas brasileiras?
As séries antigas (especialmente G e Lsv2) eram opções econômicas para workloads de armazenamento local e alto desempenho. As substitutas podem ter preços diferentes. Empresas devem reavaliar o dimensionamento e considerar reservas de capacidade (Reserved Instances) para mitigar aumentos de custo.

É possível continuar usando essas VMs fora do Azure Batch após 2028?
Sim, a aposentadoria anunciada é específica para pools do Azure Batch. As mesmas séries de VMs continuarão disponíveis para uso geral (máquinas virtuais avulsas) até datas futuras de aposentadoria. Contudo, é recomendável migrar também nessas outras cargas para evitar fragmentação de tipos de VM.

Existe alguma ferramenta automática da Microsoft para ajudar na migração?
A Microsoft oferece o Azure Migrate, que pode avaliar dependências e sugerir tamanhos de VM substitutos. Para Batch, você pode usar scripts de automação com a CLI do Azure ou o SDK .NET para modificar a configuração dos pools. Consulte a documentação oficial de atualização de pools do Batch.


Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.

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