TL;DR: A Microsoft anunciou a desativação das séries D, Ds, Dv2, Dsv2 e Ls de VMs para pools do Azure Batch a partir de 1º de maio de 2028. Isso impacta empresas brasileiras que utilizam essas famílias em cargas batch. A conclusão principal é a necessidade de planejar a migração para séries mais recentes (como Dv3/Dsv3) para evitar interrupções, melhorar eficiência e reduzir custos operacionais.
O que está sendo desativado e por que isso importa?
A Microsoft confirmou que as séries de máquinas virtuais D, Ds, Dv2, Dsv2 e Ls serão retiradas do Azure Compute em 1º de maio de 2028. A depreciação atinge diretamente os pools do Azure Batch — serviço essencial para processamento em lote, renderização, simulações e cargas de HPC. Empresas brasileiras que ainda rodam workloads batch nessas gerações antigas precisam entender que, após a data, não será possível criar novos pools com elas, e os existentes também sofrerão impacto.
Essas famílias são de gerações anteriores (algumas com mais de uma década de mercado), carecendo de recursos modernos como suporte a SSDs premium, hyper-threading eficiente e otimização de custo por core. A aposentadoria não é surpresa — segue o ciclo natural de renovação dos provedores, mas o prazo de 4 anos permite um planejamento sem pressa, desde que iniciado agora.
Quais os impactos práticos para quem usa Azure Batch?
O maior risco é a interrupção de pipelines de processamento que dependem de pools fixos com essas VMs. Times de engenharia que mantêm ambientes legados podem enfrentar filas de jobs paradas, aumento de latency em jobs críticos e custos inesperados se a migração for feita às pressas. Além disso, a ineficiência energética e de performance dessas séries antigas tende a elevar o TCO em relação às substitutas.
Para empresas com workloads batch sensíveis a prazos (como processamento de notas fiscais, geração de relatórios financeiros ou análises de dados em lote), o planejamento deve incluir testes de compatibilidade de aplicações com as novas séries, validação de SLAs de throughput e ajuste de autoscaling.
Como planejar a migração para séries modernas?
A migração deve ser encarada como uma oportunidade de FinOps e modernização. As sucessoras naturais (Dv3/Dsv3, Ev3/Esv3, Lsv2) oferecem melhor relação custo-performance, suporte a SSDs premium e maior densidade de containers. Recomenda-se:
- Inventariar todos os pools do Azure Batch que utilizam as séries afetadas (via Azure Resource Graph ou CLI).
- Testar em um ambiente de staging com as novas séries, validando métricas de tempo de execução, throughput e taxa de falhas.
- Analisar custos comparando preços por hora versus ganhos de performance — muitas vezes a troca reduz o número de nós necessários.
- Adotar políticas de Azure Policy para impedir a criação de novos pools com as séries legadas antes da data limite.
- Agendar a transição fora de janelas críticas, com rollback planejado.
Perguntas Frequentes
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Quando exatamente essas VMs serão desativadas?
A desativação está marcada para 1º de maio de 2028. Após essa data, não será possível criar novos Batch pools com essas séries, e os pools existentes também serão impactados. -
Posso continuar usando os pools existentes após a data de desativação?
Não. Após 1º de maio de 2028, os pools existentes que dependem dessas VMs serão afetados. Embora a Microsoft não detalhe se haverá desligamento automático, a recomendação é migrar antes da data para evitar paradas não planejadas. -
Quais são as séries de VM recomendadas para substituir as antigas no Azure Batch?
As sucessoras naturais são as séries Dv3/Dsv3, Ev3/Esv3 e outras famílias mais recentes, que oferecem melhor relação custo-desempenho, hyper-threading e suporte a SSDs premium. Consulte a documentação oficial do Azure Batch para compatibilidade. -
Essa mudança afeta apenas o Azure Batch ou também máquinas virtuais comuns?
O anúncio foca no impacto sobre pools do Azure Batch, mas a aposentadoria das séries de VM é global. Qualquer workload que utilize essas famílias (VMs avulsas, scale sets) precisará ser migrado até a mesma data. -
Como minha empresa deve se preparar para essa migração sem interromper operações?
Recomenda-se criar um inventário dos pools atuais, testar a migração em staging, validar a compatibilidade das aplicações com as novas séries e agendar a transição fora de picos. Ferramentas como Azure Migrate e políticas de Azure Policy podem auxiliar na governança.
Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.