TL;DR
Este artigo analisa o anúncio da preview privada das VMs Azure Lasv5 e Laosv5, equipadas com processadores AMD EPYC de 5ª geração (Turin). Elas são projetadas para workloads intensivos em armazenamento, com foco em alta capacidade de disco, throughput e I/O. Para empresas brasileiras, isso significa maior performance para bancos de dados relacionais, NoSQL, data lakes e sistemas de arquivos distribuídos, com potencial redução de custo por operação. A conclusão é que a nova geração oferece um salto de performance sem precedentes para cargas de armazenamento intensivo no Azure.
Por que a nova geração de VMs storage optimized importa para o Brasil?
A Microsoft acaba de colocar em private preview as séries Lasv5 e Laosv5, duas novas famílias de VMs otimizadas para armazenamento que rodam sobre os processadores AMD EPYC de 5ª geração, codinome Turin. O anúncio, embora curto, carrega implicações diretas para empresas brasileiras que dependem de bancos de dados analíticos, data lakes ou qualquer aplicação que exija alta vazão de I/O e baixa latência na nuvem.
Diferentemente de um release genérico de hardware, essa atualização sinaliza um movimento estratégico da Microsoft: competir diretamente com instâncias storage-heavy da AWS (como as séries i4g/i4i) e do GCP (N2D com armazenamento local). Para o mercado brasileiro, onde custo de operação e eficiência energética são fatores críticos, a chegada de processadores AMD mais modernos pode representar economia relevante – especialmente se a precificação seguir o padrão AMD de oferecer mais desempenho por núcleo a um custo por vCPU menor que as alternativas Intel.
Como as Lasv5 e Laosv5 se diferenciam?
Segundo o comunicado original (Azure Updates), as séries são voltadas para storage-intensive workloads, mas com ênfases distintas:
- Lasv5-series: projetada para workloads que exigem alta capacidade de disco, throughput e I/O. Ideal para cenários como data lakes, sistemas de arquivos distribuídos e bancos de dados relacionais pesados, onde o volume de dados armazenado e a largura de banda de leitura/escrita são determinantes.
- Laosv5-series: mais adequada para workloads que precisam de baixa latência e alto throughput de I/O local. Aqui, o foco está no acesso rápido a dados temporários ou cached, típico de processamento de transações (OLTP), streaming analytics e caching distribuído.
Ambas compartilham a base AMD EPYC Turin, que traz avanços em densidade de núcleos, suporte a PCIe 5.0 e memória DDR5 – componentes que impactam diretamente o desempenho de I/O e a capacidade de lidar com múltiplos discos NVMe concorrentes.
Quais workloads brasileiros se beneficiam mais?
No contexto brasileiro, onde muitas empresas ainda migram cargas legadas para a nuvem ou operam ambientes híbridos com grandes volumes de dados on-premises, essas VMs oferecem um caminho para modernizar sem precisar reescrever aplicações. Exemplos concretos:
- Bancos SQL Server ou Oracle com alto I/O: a redução de latência pode melhorar o desempenho de queries complexas sem alterar a estrutura do banco.
- Sistemas de big data (Spark, Hadoop): maior throughput de I/O acelera shuffles e leituras de dados intermediários.
- Aplicações de IA/ML com datasets grandes: treinamento distribuído que acessa dados em volumes locais ganha eficiência.
Um ponto de atenção: como se trata de private preview, a disponibilidade nas regiões brasileiras (Brazil South, Brazil Southeast) ainda não foi confirmada. Empresas interessadas devem solicitar acesso via portal Azure ou contato comercial.
Impactos para FinOps e SecOps
Do ponto de vista de FinOps, a chegada de processadores AMD mais eficientes tende a reduzir o custo por I/O, um dos principais gargalos em projetos de cloud. Empresas brasileiras que operam com reservas de instância (RIs) ou savings plans podem revisar seus commitments para incluir as novas séries assim que estiverem em GA. Já em SecOps, a preview pode ser uma oportunidade para times de segurança testarem a isolamento de VMs e políticas de rede antes da disponibilidade geral, reduzindo riscos de exposição.
Perguntas Frequentes
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Quando as VMs Lasv5 e Laosv5 estarão disponíveis no Brasil?
No momento, ambas as séries estão em private preview, ou seja, acesso limitado a clientes selecionados. A Microsoft não divulgou uma data de disponibilidade geral (GA), mas a expectativa é que cheguem gradualmente às regiões globais, incluindo o Brasil, nos próximos meses. Recomenda-se entrar em contato com a Microsoft ou um parceiro Azure para solicitar acesso à preview. -
Quais workloads se beneficiam mais dessas novas VMs?
As séries Lasv5 e Laosv5 são otimizadas para workloads intensivos em armazenamento, como bancos de dados relacionais (SQL Server, PostgreSQL), NoSQL (MongoDB, Cassandra), data lakes, sistemas de arquivos distribuídos (Lustre, BeeGFS) e aplicações de Big Data/analytics (Apache Spark, Hadoop). A combinação do processador AMD EPYC de 5ª geração com alta capacidade de I/O local reduz a latência e aumenta o throughput, melhorando significativamente o desempenho dessas cargas. -
Qual a diferença entre Lasv5 e Laosv5?
De acordo com o anúncio, a Lasv5-series é focada em workloads que exigem alta capacidade de disco e throughput de I/O, enquanto a Laosv5-series é mais adequada para cenários que priorizam latência ultrabaixa e grande throughput de I/O local – provavelmente utilizando NVMe local. Ambas compartilham a mesma base de processador AMD EPYC Turin, mas as configurações de armazenamento (tipo de disco, capacidade e balanceamento entre CPU e I/O) diferem para atender a perfis distintos de aplicações intensivas em armazenamento. -
Como as Lasv5/Laosv5 se comparam com as séries L anteriores (Lasv3, Lsv3)?
A principal evolução está no processador: as novas séries utilizam a 5ª geração AMD EPYC (Turin), que oferece maior número de núcleos, melhor desempenho por thread e suporte a instruções mais modernas. Embora os detalhes de benchmark ainda não tenham sido divulgados, espera-se ganhos de 20% a 40% em throughput de I/O e redução de latência em comparação com a geração Lasv3. Isso torna as novas VMs mais competitivas para workloads de armazenamento intensivo que precisam de máxima eficiência de custo por operação de I/O.
Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.