A disponibilidade geral (GA) das métricas OpenTelemetry e visualizações integradas no Azure Monitor marca um passo significativo para times de engenharia e operações que gerenciam Azure Virtual Machines e servidores habilitados via Azure Arc. Na prática, isso significa que, a partir de agora, você pode enviar métricas coletadas com o framework OpenTelemetry diretamente para o Azure Monitor, sem agentes proprietários ou middlewares customizados, e já visualizá-las em dashboards prontos.
TL;DR: A Azure anunciou a GA das métricas OpenTelemetry e visualizações no Azure Monitor para Azure VMs e Arc Servers. Isso elimina a necessidade de agentes proprietários e pipelines customizados, consolidando a coleta de métricas em um padrão aberto. Para empresas brasileiras, a adoção reduz complexidade, custos de licenciamento e riscos de lock-in, além de facilitar a migração para cloud com visibilidade unificada entre on-premises e Azure.
O que muda estrategicamente para a observabilidade de VMs e Arc Servers?
Antes desse lançamento, times de infra precisavam lidar com múltiplos agentes (Azure Monitor Agent, Dependency Agent, extensões de terceiros) e muitas vezes criar pipelines de transformação para enviar dados ao Azure Monitor. A chegada do suporte nativo a OpenTelemetry simplifica drasticamente essa camada: qualquer aplicação ou sistema operacional que exponha métricas via OTLP (OpenTelemetry Protocol) pode agora ser consumida diretamente pelo Azure Monitor. Isso vale tanto para VMs nativas Azure quanto para servidores rodando on‑premises ou em outros clouds gerenciados via Arc.
Como isso acelera a adoção de padrões abertos no Brasil?
Empresas brasileiras que investem em estratégias multi-cloud ou híbridas se beneficiam duplamente. OpenTelemetry é um padrão da CNCF, independente de provedor. Ao adotá-lo no Azure Monitor, a empresa reduz o risco de lock-in e ganha portabilidade: se amanhã decidir mover workloads para GCP ou AWS, a instrumentação já estará em funcionamento — bastará configurar um novo backend de telemetria. Além disso, a unificação de métricas simplifica o trabalho de times de SRE e DevOps, que podem usar as mesmas bibliotecas e práticas de instrumentação em todo o parque.
Quais os pontos de atenção para adoção em produção?
Embora a GA traga estabilidade, alguns cuidados são necessários:
- Compatibilidade de versões: Verifique se os exporters OTel que você usa suportam o endpoint do Azure Monitor (atualmente, a ingestão via OTLP gRPC/HTTP está disponível para métricas, mas logs e traces seguem caminhos diferentes).
- Custos de ingestão e retenção: Métricas OpenTelemetry enviadas ao Azure Monitor consomem o mesmo plano de preços de métricas customizadas. Avalie o volume esperado para não surpreender a área financeira.
- Migração gradual: Ambientes com agentes legados (MMA, AMA) podem coexistir, mas a Microsoft sinaliza que o futuro é OTel. Planeje a transição começando por workloads não críticos.
Que papel o Azure Arc desempenha nessa novidade?
O Azure Arc permite estender o plano de controle do Azure para servidores fora do data center da Microsoft. Com a GA de métricas OTel, servidores Arc passam a enviar métricas nativas para o Azure Monitor usando o mesmo pipeline das VMs nativas. Isso elimina a necessidade de soluções paralelas de monitoramento on‑premises, unificando dashboards, alertas e análises em um único painel — algo crucial para empresas brasileiras com operações híbridas, comuns em setores como finanças, indústria e varejo.
Perguntas Frequentes
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O que mudou com a GA das métricas OpenTelemetry no Azure Monitor?
Antes, para coletar métricas de VMs e servidores Arc, era necessário usar agentes Azure (ex.: Azure Monitor Agent) com extensões ou exporters customizados. Agora, o Azure Monitor integra nativamente o protocolo OpenTelemetry (OTLP), permitindo que qualquer aplicação ou sistema instrumentado com OTel envie métricas diretamente, com visualizações prontas no portal. -
Quais os benefícios práticos para uma empresa brasileira que usa Azure?
Redução da complexidade operacional: um único padrão aberto para métricas em VMs, servidores on-premises (Arc) e ambientes multi-cloud. Diminuição de custos com agentes proprietários e manutenção de pipelines. Melhora na portabilidade: se a empresa decidir migrar workloads para outro provedor, a instrumentação OpenTelemetry já estará em vigor, evitando retrabalho. -
Preciso desinstalar os agentes existentes (AMA, MMA) para usar OpenTelemetry?
Não é obrigatório, mas é recomendado evoluir para OpenTelemetry a médio prazo. O Azure Monitor continuará suportando agentes legados, mas a tendência é que a Microsoft concentre inovações no pipeline OTel. Para ambientes híbridos, o ideal é começar um projeto de migração gradual, priorizando workloads novos ou de baixo risco. -
Como isso impacta a estratégia de FinOps e SecOps da empresa?
No FinOps, a unificação reduz custos indiretos de monitoramento (agentes, armazenamento duplicado) e permite alocar custos por workload com mais precisão. No SecOps, o padrão aberto facilita a integração com ferramentas de SIEM e SOAR, já que os dados saem em formato padronizado, viabilizando análise de segurança em tempo real sem dependência de SDKs específicos.
Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.