2 de junho de 20265 min de leitura

Conversão de esquemas Oracle para Azure PostgreSQL diretamente no Visual Studio Code

A extensão PostgreSQL para Visual Studio Code agora permite converter objetos de esquema Oracle em esquemas compatíveis com Azure Database for PostgreSQL, com fluxo baseado em projetos. A funcionalidade, agora em GA, simplifica migrações Oracle para PostgreSQL, reduzindo retrabalho manual e riscos de incompatibilidade. Para empresas brasileiras que buscam modernizar bancos de dados ou reduzir custos de licenciamento Oracle, essa ferramenta oferece um caminho mais ágil e integrado ao ecossistema Azure.

A Microsoft tornou disponível em caráter geral (GA) uma funcionalidade muito aguardada: a conversão de objetos de esquema Oracle para o Azure Database for PostgreSQL diretamente dentro da extensão PostgreSQL do Visual Studio Code. Na prática, engenheiros de dados e DBAs podem importar um schema Oracle, aplicar regras de transformação e gerar scripts DDL compatíveis com o PostgreSQL — tudo sem sair do editor. O fluxo é orientado a projetos, permitindo versionar e reutilizar as configurações de migração.

O que essa funcionalidade muda na prática?

Até aqui, migrar schema de Oracle para PostgreSQL exigia ferramentas externas pesadas (como o ora2pg) ou consultorias especializadas para mapear tipos de dados, funções e constraints. A novidade da Microsoft reduz a barreira técnica ao integrar o processo no VS Code — ferramenta já adotada por grande parte dos times de desenvolvimento. Isso significa menos tempo gasto em scripts manuais e mais consistência na geração do schema destino, especialmente em projetos com centenas de tabelas.

Para empresas brasileiras que ainda operam com Oracle Database e avaliam a migração para PostgreSQL — seja por questões de licenciamento, seja para aderir a ambientes cloud-native —, essa ferramenta oferece um atalho prático. O suporte a Azure Database for PostgreSQL garante que o schema gerado já esteja otimizado para o serviço gerenciado da Microsoft, eliminando surpresas com configurações de PostgreSQL que diferem do Oracle.

Como isso impacta a estratégia de banco de dados no Brasil?

A adoção de PostgreSQL no Brasil tem crescido fortemente, impulsionada por custos mais previsíveis e pela liberdade de não ficar preso a licenças proprietárias. Contudo, a migração a partir de Oracle ainda é vista como complexa, principalmente pela diferença no tratamento de tipos de dados, sequences e pacotes PL/SQL. Com a nova funcionalidade, times de engenharia podem reduzir o esforço inicial de conversão e focar energia na validação lógica dos dados e na adaptação de stored procedures complexas.

Outro ponto estratégico: o Visual Studio Code é multiplataforma e gratuito. Times que trabalham com Linux, macOS ou Windows podem colaborar no mesmo projeto de migração, versionando as transformações no Git. Isso alinha com práticas de Infrastructure as Code (IaC) e pipeline de deploy contínuo — algo que a Nuvem Online sempre recomenda para clientes que buscam maturidade em operações de banco de dados.

Pontos de atenção e boas práticas

A ferramenta é poderosa, mas não é bala de prata. Ela converte objetos DDL, mas não lida com dados existentes nem com PL/SQL que usa recursos muito específicos do Oracle (como coleções aninhadas ou funcionalidades de parallel execution). Stored procedures com dependências profundas em pacotes Oracle podem exigir refatoração manual. A Microsoft recomenda revisar o schema gerado e testar exaustivamente antes do deploy em produção.

Além disso, a funcionalidade depende da extensão PostgreSQL para VS Code e de uma conexão com o banco Oracle de origem. Para equipes que já usam Azure, a integração com o Azure Database for PostgreSQL é natural. Empresas que operam com outras clouds ou on-premises podem ainda assim usar a ferramenta para gerar scripts e depois adaptá-los a outras distribuições PostgreSQL.

Perguntas Frequentes

A conversão cobre todos os objetos de esquema Oracle?
Sim, a ferramenta converte objetos como tabelas, índices, views, sequences e stored procedures. Porém, objetos com sintaxe muito específica do Oracle (como packages complexos) podem exigir ajustes manuais. A Microsoft recomenda revisar o resultado gerado.

Preciso ter uma conta Azure para usar a funcionalidade?
Não necessariamente. A conversão ocorre localmente no VS Code, mas o schema gerado é compatível com Azure Database for PostgreSQL. Para testar a migração, você precisará de uma instância do Azure Database for PostgreSQL ou de um PostgreSQL local compatível.

Essa ferramenta substitui soluções como o AWS DMS ou ferramentas de terceiros?
Não completamente. Ela foca na conversão de schema (estrutura), não na migração de dados. Para mover dados e lidar com replicação contínua, ainda são necessárias ferramentas como o Azure Database Migration Service ou soluções de terceiros. A novidade é um complemento que reduz o retrabalho na fase inicial de migração.

Quais versões do Oracle são suportadas?
A funcionalidade suporta Oracle Database 11g, 12c, 18c e 19c. Versões mais antigas ou edições específicas (como Oracle Exadata) podem ter limitações. Consulte a documentação oficial para verificar a compatibilidade completa.

É possível personalizar as regras de conversão?
Sim. O fluxo baseado em projetos permite que você ajuste mapeamentos de tipos de dados, nomes de esquemas e outras transformações antes de gerar o schema final. Isso dá controle sobre a adaptação para o modelo PostgreSQL desejado.


Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.

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