30 de março de 20264 min de leitura

Escalabilidade operacional e combate à fraude: lições da migração do ID.me para o GCP

Kevin Liu

Google Cloud

Banner - Escalabilidade operacional e combate à fraude: lições da migração do ID.me para o GCP

O caso da ID.me oferece uma lição valiosa para empresas brasileiras que lidam com alta carga transacional e riscos críticos de segurança: a infraestrutura deve ser, antes de tudo, um facilitador de escala e agilidade.

Editor’s note: O ID.me está transformando a segurança de identidade digital. Sua plataforma atingiu a marca de 160 milhões de membros e suporta picos de 40.000 usuários por minuto. Para sustentar serviços de alta complexidade e detecção de fraude por IA, a equipe migrou 50 terabytes de dados para o Google Cloud, adotando uma arquitetura baseada em AlloyDB, Cloud SQL e Vertex AI. O resultado incluiu ciclos de desenvolvimento mais rápidos e uma redução de 40% no tempo de conclusão de tarefas das equipes de dados.


No cenário digital, a necessidade de provas constantes de identidade gera atrito e ineficiência. O ID.me atua como um "wallet digital" de identidade, centralizando credenciais para setores públicos e privados. Com 160 milhões de membros, o desafio técnico deixa de ser apenas a manutenção do SLA e passa a ser a gestão de uma infraestrutura que precisa processar solicitações momento a momento.

O nosso objetivo é criar uma carteira digital de identidade: um login único e confiável que funcione em todo o setor público e privado. Hoje, atendemos mais de 160 milhões de membros. À medida que a identidade se torna essencial para a vida cotidiana, escalamos para tornar a verificação online tão fluida quanto apresentar um documento físico.

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Quando a demanda ultrapassa a arquitetura legado

A transição de 50 milhões para 160 milhões de usuários forçou o ID.me a repensar sua estratégia. A limitação não estava apenas na capacidade de processamento, mas na rigidez do modelo de dados anterior. A necessidade de suporte a 40.000 transações por minuto exige mais do que um load balancer robusto; exige um backend de dados que não sofra com latência durante o escalonamento horizontal.

A escolha pelo AlloyDB for PostgreSQL foi estratégica. Para times de engenharia, a redução do overhead de manutenção e patching é o principal benefício, transformando o ciclo de orquestração de semanas para dias. A adoção de uma arquitetura híbrida — utilizando Cloud SQL para serviços padrão e AlloyDB para cargas críticas — demonstra uma maturidade arquitetural que equilibra performance e custo.

IA como defesa: o papel dos dados no combate ao crime

O uso de generative AI para criar identidades sintéticas é um risco real. O ID.me utilizou a capacidade de read pools do AlloyDB como "data clean rooms", permitindo que cientistas de dados e analistas de fraude operem dados em tempo real sem comprometer o ambiente transacional principal. Esse modelo garante que a detecção de anomalias seja rápida, sem sacrificar a integridade do sistema de identidade.

diagrama da arquitetura

Conclusões para o time de FinOps e Eng

A migração não foi apenas técnica, mas cultural. O ganho de 40% na velocidade de entrega é a métrica que deve interessar aos tomadores de decisão: ao remover o atrito operacional, a engenharia foca no que gera valor real para o produto, e não em tarefas de base de dados. Além disso, a capacidade do AlloyDB de escalar read pools permitiu que o IRS processasse 120.000 transações por segundo, performando duas vezes melhor que instâncias PostgreSQL autogerenciadas.

Para o mercado brasileiro, o caso reforça: a escolha de uma plataforma de dados não deve ser pautada apenas por compatibilidade (como o suporte a PostgreSQL), mas pela capacidade da ferramenta de acelerar o time-to-market através de operações automatizadas.


Artigo originalmente publicado por Kevin Liu, Cloud Platform Architect, ID.me em Cloud Blog.

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