A gestão de storages on-premises frequentemente se torna um gargalo em projetos de transformação digital. Com a recente atualização do Azure Migrate, que agora suporta avaliações de Azure Files, a Microsoft entrega uma ferramenta de visibilidade que pode mitigar riscos operacionais significativos durante o movimento para o cloud.
Para times de engenharia e gestores de TI, o desafio de migrar file shares — sejam eles Windows SMB ou Linux NFS — reside na complexidade da descoberta e na previsibilidade de performance. O novo recurso permite mapear o ambiente on-premises com maior precisão, identificando o que realmente precisa ser movido e, mais importante, o que pode ser otimizado no processo de lift-and-shift ou refatoração.
Essa funcionalidade não apenas automatiza o inventário de shares, mas também provê o suporte necessário para que as decisões de migração sejam baseadas em dados reais de throughput e latência. Projetos que ignoram essa etapa de assessment correm riscos críticos de subdimensionamento ou custos desnecessários com o provisioning de storages inadequados. Ao adotar essas ferramentas de observabilidade e planejamento dentro do ciclo de vida da infraestrutura, a organização consolida uma postura de migração orientada a resultados e governança de custos (FinOps).
Para o mercado brasileiro, que ainda lida com ambientes híbridos complexos, utilizar o Azure Migrate para orquestrar essa transição ajuda a manter o SLA consistente e assegura que os requisitos de segurança e acesso (IAM) sejam endereçados ainda na fase de planejamento.
Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.