23 de maio de 20266 min de leitura

Do Escalonamento à Virada de Chave: Azure NetApp Files Estabelece Novo Padrão em Cloud para EDA

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TL;DR: O Azure NetApp Files, com seu novo large volume breakthrough mode, atingiu 125.474 MB/s e 7,7 milhões de operações/segundo em benchmarks SPECstorage® 2020 para EDA, mantendo latência abaixo de 1 ms. Isso elimina o trade-off histórico entre escala e performance, permitindo que times de chip design rodem milhares de jobs paralelos sem degradação. Para o mercado brasileiro, a validação independente reduz riscos de adoção de cloud para workloads críticos de engenharia.

Introdução

Em um post anterior de Aung Oo (Vice-Presidente de Azure Storage), a Microsoft já havia sinalizado uma mudança fundamental na infraestrutura de EDA: o storage em cloud não precisava mais sacrificar performance previsível em nome da escala. A tese era clara — Azure NetApp Files foi arquitetado para oferecer comportamento de escalabilidade linear, eliminando o gargalo histórico que o armazenamento representava em pipelines de design de chips.

Agora, com o large volume breakthrough mode, a conversa deixa de ser "provamos que escala" e passa a ser "redefinimos os limites superiores". Onde antes tínhamos escalabilidade previsível, agora temos uma expansão agressiva do envelope de concorrência — milhares de jobs paralelos compartilhando o mesmo volume de storage sem degradação de latência.

Como o breakthrough mode muda o jogo para workloads de EDA?

Seguindo a mesma metodologia SPECstorage® Solution 2020 EDA_BLENDED dos benchmarks anteriores, dois novos resultados foram publicados:

  • Azure NetApp Files large volume breakthrough mode (volume único)
  • Azure NetApp Files large volume breakthrough mode scale (múltiplos volumes)

Ambos foram auditados de forma independente e validam que o breakthrough mode sustenta níveis de concorrência muito mais altos, mantendo tempos de resposta abaixo de 1 milissegundo — o requisito crítico para pipelines modernos de chip design.

O que é o large volume breakthrough mode?

O large volume breakthrough mode desbloqueia um novo patamar de escala e performance para as cargas de EDA mais exigentes. A combinação de concorrência massiva com latência sub-millissegundo consistente permite que pipelines de design avancem mais rápido, escalem mais e operem sem compromissos.

Resultados que falam por si

Volume único em modo breakthrough

Arquitetura single volume

Resultado: A configuração atingiu 2.880 jobs SPECstorage® EDA_BLENDED com 0,51 ms de latency overall.

Gráfico de performance single volume

Um único volume large volume breakthrough mode entregou 20.910 MB/s de throughput e 1.296.040 operações/segundo no pico, com latência sub-millissegundo durante toda a execução — ultrapassando 1 ms apenas no instante de pico máximo. Isso significa que milhares de simulações, sínteses e verificações rodam concorrentemente sem que o storage vire o gargalo.

Múltiplos volumes em modo breakthrough scale

Arquitetura multi-volume

Resultado: Configuração com 6 volumes alcançou 17.280 jobs com 0,60 ms de latency overall.

Gráfico performance scale

Nessa escala, o throughput agregado foi de 125.474 MB/s com 7.776.147 operações/segundo. Mesmo com seis vezes mais carga, a latência permaneceu sub-millissegundo — um feito que comprova que workloads EDA altamente paralelos podem escalar sem introduzir bottlenecks induzidos por storage.

Como a performance de storage escala com seus ciclos de design?

Métrica EDA_BLENDED Breakthrough mode (1 volume) Breakthrough mode scale (6 volumes) Fator
Job Sets 2.880 17.280 6.00x
Throughput (MB/s) 20.910 125.474 6.00x
Operações/segundo 1.296.040 7.776.147 6.00x
Latência (ms) 0.51 0.60 1.18x

A escalabilidade é praticamente linear: ao multiplicar o número de volumes por 6, throughput e operações também aumentam 6x, enquanto a latência sobe apenas 18%. Esse comportamento previsível é crítico para ambientes EDA distribuídos, onde times de design dependem de simulação e verificação massivamente paralelas para acelerar o time-to-tape-out.

Do volume grande à escala breakthrough: o salto real

Comparado aos resultados anteriores (sem breakthrough mode) de outubro de 2025, o breakthrough mode expande o envelope de throughput alcançável e, ao mesmo tempo, reduz os tempos de resposta observados conforme a carga aumenta.

Comparativo breakthrough mode vs anterior

Isso permite:

  • Tetos de throughput agregado mais altos
  • Maior tolerância a concorrência
  • Comportamento de latência consistente sob submissão escalada de jobs EDA

Tudo isso sem mudanças arquiteturais nas aplicações.

Qual o impacto real da performance de storage na velocidade de engenharia?

Workflows modernos de EDA são baseados em loops iterativos rápidos: arquitetos e designers de circuito refinam RTL, rodam regressões, analisam timing, corrigem violações — e repetem esse ciclo milhares de vezes antes do tape-out. Em escala, esses workflows dependem de grids computacionais com centenas ou milhares de cores acessando storage compartilhado simultaneamente.

Nesse ambiente, a latência de storage não é apenas uma métrica técnica: ela determina diretamente a velocidade de engenharia e os resultados de negócio.

Impactos diretos:

  • Ciclos de regressão mais curtos → mais iterações de design por dia
  • Maior utilização de computação → núcleos ociosos e licenças desperdiçadas viram coisa do passado
  • Menos falhas de job → engenheiros focam em design, não em infraestrutura
  • Movimentação de dados mais rápida → transições mais suaves entre estágios de design

Isso explica por que empresas como AMD, Microsoft e ASML, que investem em infraestrutura EDA em cloud, reportam consistentemente time-to-market mais rápido e resultados de design superiores.

Perguntas Frequentes

O que é o large volume breakthrough mode do Azure NetApp Files?
É um modo operacional que eleva os limites de concorrência e throughput em volumes de grande capacidade, permitindo sustentar dezenas de milhares de jobs paralelos de EDA com latência consistentemente sub-millissegundo, sem necessidade de alterações na aplicação.

Esses resultados de benchmark são aplicáveis a workloads brasileiros de EDA?
Sim. O benchmark SPECstorage® Solution 2020 EDA_BLENDED simula workloads reais de simulação, síntese e verificação de chips. Empresas brasileiras de semicondutores, centros de pesquisa e indústrias de HPC podem usar esses números como referência para dimensionar storage em projetos de chip design na nuvem.

Preciso configurar algo diferente para usar o breakthrough mode?
Não são necessárias mudanças na aplicação. O breakthrough mode é ativado no Azure NetApp Files e expande os limites de throughput e concorrência automaticamente, conforme validado pelos benchmarks. A configuração multi-região usada nos testes é opcional e voltada para resiliência.

Qual o ganho prático de latência abaixo de 1 ms para EDA?
Latência de 0,51 ms significa que milhares de cores de computação não ficam ociosas esperando dados. Isso encurta ciclos de regressão, permite mais iterações de design por dia e reduz o tempo até o tape-out, gerando economia direta em licenças de software EDA e tempo de engenharia.


Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.

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