19 de abril de 20263 min de leitura

Diagnóstico de Conectividade em Azure Logic Apps Standard: Novos Recursos para Engenharia

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Diagnóstico de Conectividade em Azure Logic Apps Standard: Novos Recursos para Engenharia

Gerenciar o tráfego em redes virtuais (VNETs) é, frequentemente, um dos maiores desafios operacionais na adoção de arquiteturas serverless no Azure. A integração do Azure Logic App Standard com VNETs aumenta a governança e segurança, mas adiciona complexidade ao debugar falhas comuns, como timeouts em conexões com bancos de dados, storages ou outros recursos de backend. Para minimizar a carga de trabalho no diagnóstico, a Microsoft introduziu APIs de verificação de conectividade focadas no contexto de execução da aplicação.

Estas APIs permitem executar testes diretamente a partir do worker onde o Logic App está alocado. A grande vantagem estratégica aqui é a capacidade de realizar testes que refletem o caminho real que seus workflows percorrem. Isso elimina as incertezas causadas por testes de rede realizados de outras origens, como o portal do Azure ou máquinas virtuais externas, que frequentemente escondem as nuâncias de rotas restritivas ou problemas de DNS local.

API Overview

A tabela abaixo resume as novas capacidades disponíveis para os engenheiros focados em infraestrutura.

API HTTP Method Route Suffix Objetivo
ConnectivityCheck POST /connectivityCheck Valida conectividade fim-a-fim com recursos (SQL, Key Vault, Storage, Service Bus, etc.)
DnsCheck POST /dnsCheck Realiza a resolução de DNS para um hostname específico
TcpPingCheck POST /tcpPingCheck Testa a abertura de uma porta TCP em um host/porta específicos

Como executar as requisições

Como o recurso opera via API, a integração com pipelines de monitoramento ou scripts utilitários é direta. Você pode utilizar o Azure API Playground, PowerShell ou o comando Az Rest para interagir com esses endpoints de diagnóstico.

Interface do Azure API Playground

Estrutura da chamada via API

Padrão de URL

  • Production slot: POST https://management.azure.com/subscriptions/{subscriptionId}/resourceGroups/{resourceGroupName}/providers/Microsoft.Web/sites/{logicAppName}/connectivityCheck?api-version=2026-03-01-preview
  • Deployment slot: POST https://management.azure.com/subscriptions/{subscriptionId}/resourceGroups/{resourceGroupName}/providers/Microsoft.Web/sites/{logicAppName}/slots/{slotName}/connectivityCheck?api-version=2026-03-01-preview

Lembre-se de substituir o sufixo conforme o teste desejado (dnsCheck ou tcpPingCheck em vez de connectivityCheck).

1. ConnectivityCheck

Este teste é o mais abrangente. Ele valida requisitos de DNS, caminhos TCP e, crucialmente, a camada de autenticação com o destino (SQL, Service Bus, Storage, etc.). A estrutura JSON varia segundo o ProviderType e o tipo de credencial (Managed Identity é a recomendação para eficiência, evitando o hardcoding de segredos).

Configuração de Provider Types

Pontos de atenção para empresas no Brasil

Ao utilizar essas ferramentas em ambientes corporativos, é fundamental notar as limitações de rede impostas pelo sandbox de execução, especialmente com o tráfego que depende do protocolo SMB (porta 445).

  • Limitação SMB (Porta 445): A porta 445 (Azure File Share) não é suportada nos testes via TcpPingCheck ou ConnectivityCheck. Em geral, estas portas (445, 137, 138, 139) possuem bloqueios estritos para comunicações de saída a partir da infraestrutura serverless da Microsoft.
  • Visibilidade de DNS: O DnsCheck é inestimável para validar a correta propagação de Zonas de DNS Privado, um cenários comum em arquiteturas híbridas brasileiras onde o DNS on-premises precisa resolver recursos internos da VNET (como endpoints privados).

Para times que buscam eficiência operacional, automatizar esses testes como pré-requisito em seus pipelines de deployment ou como parte de uma rotina de observability pode reduzir drasticamente o MTTR ao identificar falhas de rede antes que elas atinjam o tráfego em produção.


Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.

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