TL;DR
A Microsoft integrou o suporte ao Azure Blob Storage dentro do Codeless Connector Framework (CCF) do Microsoft Sentinel. Essa mudança permite que ISVs e equipes de engenharia utilizem o armazenamento como uma camada de buffer durável, melhorando a resiliência contra picos de carga e garantindo a entrega consistente de logs. A conclusão principal é que essa arquitetura descentralizada simplifica a ingestão de alto volume, reduzindo riscos operacionais e riscos de perda de dados em ambientes críticos de segurança.
À medida que as operações de segurança crescem em escala e complexidade, a capacidade de ingerir, processar e analisar grandes volumes de dados de forma estável torna-se a espinha dorsal de qualquer estratégia de Microsoft Sentinel. O Codeless Connector Framework (CCF) tem sido fundamental para acelerar o desenvolvimento de integrações, e agora, com a adição do suporte ao Azure Blob Storage, essa infraestrutura dá um salto em robustez técnica.
Como essa nova camada de ingestão altera a arquitetura de dados?
Tradicionalmente, os conectores do CCF dependiam de chamadas diretas às APIs dos parceiros. Com a introdução do suporte ao Azure Blob Storage, passamos a contar com uma camada de persistência intermediária. Nesse modelo, o parceiro grava os logs em um storage account, e o conector do Sentinel consome esses dados utilizando componentes nativos como Event Grid e storage queues, realizando o forward dos eventos via Data Collection Rules (DCR) para o Log Analytics workspace.
Essa abordagem desacopla a origem do dado da ingestão do SIEM, criando uma arquitetura mais durável e resiliente.
Por que a resiliência da ingestão é um diferencial operacional?
Para times de engenharia e gestão de TI, enfrentar a variabilidade de volume de dados é um desafio constante. O uso do Azure Blob Storage traz vantagens críticas:
- Resiliência: O buffer gerado evita falhas causadas por picos repentinos (spikes) e gerencia o backpressure, mantendo a ingestão estável.
- Compatibilidade aprimorada: Facilita a integração com parceiros que já utilizam o padrão de entrega de logs via Blob storage.
- Proteção de dados: Reduz significativamente o risco de perda de eventos durante quedas temporárias de conexão ou quando os limites de rate-limit das APIs são atingidos.
- Escalabilidade: Permite lidar com cenários de alta ingestão de forma distribuída, atendendo múltiplos tenants com facilidade.
Exemplo prático de adoção no mercado
Parceiros de infraestrutura de borda e cloud já estão migrando para esse padrão:
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O Cloudflare utiliza o CCF junto com o Logpush para Azure Blob Storage, permitindo que times de segurança correlacionem sinais de rede e aplicação com o restante do ambiente protegido pelo Sentinel.
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Netskope Web Transaction Events
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Perguntas Frequentes
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Como o uso do Azure Blob Storage melhora a resiliência no Microsoft Sentinel?
Ao atuar como uma camada de buffer, o Blob Storage absorve picos de tráfego e lida com backpressure de forma assíncrona, garantindo que os dados não sejam perdidos durante janelas de indisponibilidade ou limitação de taxa (throttling) das APIs originais. -
O que muda na prática para quem já utiliza o Codeless Connector Framework (CCF)?
A mudança introduz um novo padrão de arquitetura em que o conector lê dados do armazenamento (via Event Grid e storage queues) em vez de integrar-se diretamente via API, facilitando a ingestão de logs que já são entregues no formato Blob comumente utilizado por provedores cloud. -
Esta nova funcionalidade é útil para ambientes multicloud?
Sim, pois permite que parceiros que já utilizam Azure Blob Storage para centralizar seus logs de auditoria possam conectá-los ao Sentinel de forma nativa e simplificada, utilizando as mesmas regras de coleta (DCR) em escala.
Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.