5 de maio de 20264 min de leitura

Evolução do Microsoft Sentinel: Ingestão via Azure Blob Storage no CCF

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TL;DR

A Microsoft integrou o suporte ao Azure Blob Storage dentro do Codeless Connector Framework (CCF) do Microsoft Sentinel. Essa mudança permite que ISVs e equipes de engenharia utilizem o armazenamento como uma camada de buffer durável, melhorando a resiliência contra picos de carga e garantindo a entrega consistente de logs. A conclusão principal é que essa arquitetura descentralizada simplifica a ingestão de alto volume, reduzindo riscos operacionais e riscos de perda de dados em ambientes críticos de segurança.

À medida que as operações de segurança crescem em escala e complexidade, a capacidade de ingerir, processar e analisar grandes volumes de dados de forma estável torna-se a espinha dorsal de qualquer estratégia de Microsoft Sentinel. O Codeless Connector Framework (CCF) tem sido fundamental para acelerar o desenvolvimento de integrações, e agora, com a adição do suporte ao Azure Blob Storage, essa infraestrutura dá um salto em robustez técnica.

Como essa nova camada de ingestão altera a arquitetura de dados?

Tradicionalmente, os conectores do CCF dependiam de chamadas diretas às APIs dos parceiros. Com a introdução do suporte ao Azure Blob Storage, passamos a contar com uma camada de persistência intermediária. Nesse modelo, o parceiro grava os logs em um storage account, e o conector do Sentinel consome esses dados utilizando componentes nativos como Event Grid e storage queues, realizando o forward dos eventos via Data Collection Rules (DCR) para o Log Analytics workspace.

Fluxo de dados no CCF

Essa abordagem desacopla a origem do dado da ingestão do SIEM, criando uma arquitetura mais durável e resiliente.

Por que a resiliência da ingestão é um diferencial operacional?

Para times de engenharia e gestão de TI, enfrentar a variabilidade de volume de dados é um desafio constante. O uso do Azure Blob Storage traz vantagens críticas:

  • Resiliência: O buffer gerado evita falhas causadas por picos repentinos (spikes) e gerencia o backpressure, mantendo a ingestão estável.
  • Compatibilidade aprimorada: Facilita a integração com parceiros que já utilizam o padrão de entrega de logs via Blob storage.
  • Proteção de dados: Reduz significativamente o risco de perda de eventos durante quedas temporárias de conexão ou quando os limites de rate-limit das APIs são atingidos.
  • Escalabilidade: Permite lidar com cenários de alta ingestão de forma distribuída, atendendo múltiplos tenants com facilidade.

Exemplo prático de adoção no mercado

Parceiros de infraestrutura de borda e cloud já estão migrando para esse padrão:

 

 

Cloudflare


O Cloudflare utiliza o CCF junto com o Logpush para Azure Blob Storage, permitindo que times de segurança correlacionem sinais de rede e aplicação com o restante do ambiente protegido pelo Sentinel.

 

 

 

Netskope Web Transaction Events


A integração da Netskope usa o Blob Storage como uma camada de staging para o streaming de logs, enableing análise quase em tempo real (near real-time) de comportamentos de usuários e violações de política em ambientes SaaS.

 

Perguntas Frequentes

  • Como o uso do Azure Blob Storage melhora a resiliência no Microsoft Sentinel?
    Ao atuar como uma camada de buffer, o Blob Storage absorve picos de tráfego e lida com backpressure de forma assíncrona, garantindo que os dados não sejam perdidos durante janelas de indisponibilidade ou limitação de taxa (throttling) das APIs originais.

  • O que muda na prática para quem já utiliza o Codeless Connector Framework (CCF)?
    A mudança introduz um novo padrão de arquitetura em que o conector lê dados do armazenamento (via Event Grid e storage queues) em vez de integrar-se diretamente via API, facilitando a ingestão de logs que já são entregues no formato Blob comumente utilizado por provedores cloud.

  • Esta nova funcionalidade é útil para ambientes multicloud?
    Sim, pois permite que parceiros que já utilizam Azure Blob Storage para centralizar seus logs de auditoria possam conectá-los ao Sentinel de forma nativa e simplificada, utilizando as mesmas regras de coleta (DCR) em escala.


Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.

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