Na Nuvem Online, acompanhamos de perto como a evolução dos frameworks impacta a sustentabilidade operacional das empresas. Recentemente, o mercado recebeu o .NET 10, e com ele, uma evolução crítica nas bibliotecas de OpenTelemetry. Como parceiros focados em infraestrutura de alta performance, analisamos como essas mudanças facilitam a obtenção de insights profundos em ambientes complexos.
A Grafana Labs, por meio de engenheiros como Martin Costello, tem contribuído diretamente com os SDKs de OpenTelemetry (OTel) para Java, JavaScript e, especificamente, .NET. Em novembro de 2025, o suporte nativo do OpenTelemetry para .NET 10 foi entregue, marcando um ponto de virada para times de engenharia que buscam a versão mais produtiva do framework da Microsoft até o momento.
Entendendo os Ciclos de Lançamento do .NET
Desde o lançamento do .NET 5 em 2020, a Microsoft adotou um ritmo previsível: uma versão major a cada novembro. Essa cadência alterna entre versões de suporte de curto prazo (Short Term Support - STS) e suporte de longo prazo (Long Term Support - LTS).

Para o ecossistema brasileiro, isso significa que o .NET 10 assume o posto de versão mais recente, superando o .NET 8 (LTS) e o .NET 9 em termos de recursos e performance cross-platform. Para gestores de TI, a decisão de migrar deve pesar o ciclo de vida do suporte contra os ganhos operacionais imediatos.
Validação Antecipada: Por que o Prerelease importa?
A Nuvem Online recomenda que a validação de upgrades comece muito antes da versão stable. No caso do .NET 10, o uso de builds preview permitiu que a comunidade identificasse regressões críticas, como um problema no gerador de logs que afetava projetos alvo de .NET Framework utilizando o novo SDK.
Simplesmente atualizar o Target Framework Moniker (TFM) já desbloqueia melhorias de performance no runtime sem a necessidade de reescrever APIs. No entanto, o maior risco em upgrades costuma ser a incompatibilidade de dependências de terceiros. A prontidão das bibliotecas de instrumentação do OpenTelemetry mitiga esse risco, garantindo que a observabilidade não seja um gargalo para a inovação.
O que há de novo no Suporte ao .NET 10
Com a chegada da estabilidade para a auto-instrumentação (zero code) no .NET 10, os times podem aproveitar benefícios técnicos diretos:
- Suporte a Schema URLs para métricas e traces: Maior consistência na interpretação de dados entre diferentes ferramentas.
- Novas métricas nativas de ASP.NET Core: Agora é possível monitorar com precisão Authentication/Authorization, Blazor e o comportamento do Memory Pool.
- Alinhamento de versões: Dependências agora acompanham a versão major do .NET, simplificando a gestão de pacotes via NuGet.
Pontos de Atenção Estratégicos:
- Breaking Change no Context Propagator: O propagador de contexto padrão mudou do modelo legado para o padrão W3C. Isso pode impactar o rastreamento distribuído (distributed tracing) se houver componentes na rede que ainda dependem do formato antigo.
- Binding Redirects em .NET Framework: Aplicações que consomem assemblies .NET 10 dentro do .NET Framework precisam revisar as configurações de redirecionamento, especialmente se utilizavam intervalos limitados (como 0.0.0.0-9.9.9.9).
Conclusão
O .NET 10 eleva o patamar de produtividade, e o ecossistema OpenTelemetry está pronto para acompanhar essa evolução. Seja utilizando o stack LGTM da Grafana (Loki, Grafana, Tempo e Mimir) ou outras soluções de mercado, a instrumentação robusta é o que separa empresas que apenas operam daquelas que realmente entendem o comportamento de suas aplicações sob carga.
Na Nuvem Online, ajudamos sua empresa a adotar essas tecnologias com foco em FinOps e eficiência operacional, garantindo que cada métrica coletada se traduza em valor de negócio.
Artigo originalmente publicado por Martin Costello em Grafana Labs blog on Grafana Labs.