TL;DR: Por que esta mudança é importante para sua infraestrutura?
A Microsoft anunciou o Public Preview da migração de instâncias de Availability Sets (AS) para Virtual Machine Scale Sets (VMSS) com orquestração flexível. Esta transição permite que empresas acessem recursos modernos como autoscaling, upgrades automáticos e melhor resiliência zonal, sem a necessidade de recriar as workloads. A conclusão é que essa migração é um passo essencial para aumentar a eficiência operacional e a resiliência de ambientes Azure que ainda dependem de configurações de TI legadas.
Historicamente, muitas organizações no Brasil cresceram utilizando Availability Sets como o padrão para garantir alta disponibilidade no Azure. Contudo, conforme o ecossistema amadurece, a limitação de 200 instâncias e a ausência de autoscaling nativo tornam os Availability Sets um gargalo para a escalabilidade e o FinOps eficiente. A nova funcionalidade de migração para Virtual Machine Scale Sets (VMSS) com orquestração Flexible endereça exatamente essas dores técnicas.
Quais são os diferenciais estratégicos desta transição?
A tabela abaixo resume o salto de maturidade operacional ao migrar sua infraestrutura:
| Capability | Virtual Machine Scale Sets (Flexible) | Availability Sets |
|---|---|---|
| Maximum instances | Up to 1,000 VMs | Up to 200 VMs |
| Availability zone support | Yes | No |
| Autoscaling | Yes | No |
| Rolling upgrades | Yes | No |
| Instance protection | Yes | No |
| Availability SLA | 99.95% (fault domains) or 99.99% (zones) | 99.95% |
Como está estruturado o fluxo de migração?
A migração segue um rigoroso controle para garantir que o throughput e a estabilidade da aplicação não sejam comprometidos. O processo é segmentado da seguinte forma:
- Criação do Target: Definição do novo Virtual Machine Scale Set em modo Flexible (regional ou zonal).
- Validação: Checagem da integridade e elegibilidade do Availability Set original.
- Migration Mode: Ativação do estado de migração no Availability Set.
- Migração Gradual: As VMs são movidas individualmente.
- Verificação & Cleanup: Validação da instância e posterior exclusão do Availability Set vazio.
Este modelo permite um rollback imediato caso algo não saia conforme o planejado, pois as VMs não migradas permanecem no grupo original.
O que considerar antes de iniciar (Caminhos Regionais vs. Zonais)
Para empresas brasileiras, a escolha entre regional e zonal deve ser guiada pelo requisito de Disaster Recovery (DR) e SLA:
- Regional Migration: Ideal para manter a arquitetura atual de fault domains com um ganho imediato de gerenciabilidade via scale sets.
- Zonal Migration: Recomendada para aplicações críticas que exigem o maior nível de resiliência disponível (99.99% SLA), distribuindo as instâncias entre os Availability Zones 1, 2 e 3.
Pontos de atenção para a engenharia
Para iniciar, lembre-se que estamos falando de uma funcionalidade em Public Preview. É necessário registrar a feature MigrateToVmssFlex na sua subscription via Azure CLI ou PowerShell.
Atenção: Se você estiver utilizando o portal do Azure para a migração, o processo moverá todas as VMs simultaneamente. Para ambientes de produção sensíveis, prefira utilizar a CLI ou o REST API para um controle orquestrado, VM por VM.
Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.