12 de fevereiro de 20264 min de leitura

Microsoft Sentinel e a evolução para o tempo real: Analisando o CCF Push

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No cenário atual de ameaças, a agilidade na resposta a incidentes de segurança é o divisor de águas entre a contenção rápida e uma violação de dados em larga escala. A Microsoft anunciou recentemente a Public Preview do CCF (Codeless Connector Framework) Push, uma inovação no Microsoft Sentinel desenhada para eliminar o gargalo de latência na ingestão de logs e eventos.

Tradicionalmente, a integração de fontes de dados ao Sentinel enfrentava o dilema de polling versus push. Enquanto o polling tradicional via CCF dependia de requisições baseadas em tempo aos endpoints da REST API — frequentemente resultando em atrasos na visibilidade —, a nova abordagem de push permite que parceiros e clientes enviem dados de forma direta e imediata para o workspace.

Workflow do CCF Push

O que muda na operação com o CCF Push

A complexidade de se construir um connector para o Sentinel sempre exigiu uma orquestração detalhada de múltiplos recursos no Azure: Data Collection Endpoints (DCE), Data Collection Rules (DCR), configurações de Entra app registrations, gerenciamento de client secrets e atribuições de RBAC. O CCF Push abstrai esse setup manual e, ao utilizar a Log Ingestion API, oferece ganhos tangíveis:

  • Eficiência de deployment: A automação via Content Hub reduz drasticamente o time-to-market para a integração de novas fontes de dados, removendo o ônus de configurar recursos individuais.
  • Throughput e Latência: Ao remover o intervalo de polling, o pipeline de dados torna-se mais fluido e capaz de lidar com volumes massivos de eventos, garantindo que o SOC receba os logs sem atrasos operacionais.
  • Data Transformation avançada: A possibilidade de transformar os dados antes da ingestão é um ponto forte para times de engenharia que precisam normalizar esquemas de logs variados antes de aplicarem analytics.

Análise de conectores e uso prático

A adoção de conectores baseados em push já começou a impactar o ecossistema. Exemplos recentes incluem a integração nativa com o Keeper Security, visibilidade de aplicações SaaS através do Obsidian e a integração de Data Security Posture Management (DSPM) com o Varonis para o Microsoft Purview.

Partner Benefício da Integração via CCF Push
Keeper Security Telemetria centralizada em tempo real para auditoria de secrets management e Zero Trust.
Obsidian Detecção proativa de ameaças em ambiente SaaS com correlação de logs de comportamento de usuário.
Varonis Foco em data-centric risk, com ingestão rápida de metadados de acesso a arquivos de alta sensibilidade.

Impacto para empresas no Brasil

Para líderes de TI e times de segurança no Brasil, essa atualização merece atenção especial, pois o custo operacional de gerenciar connectors customizados pode consumir ciclos valiosos dos times de engenharia. O shift-left na segurança, onde a integração já nasce eficiente, reduz o risco de misconfigurations e diminui o Time to Detect (TTD). Além disso, a arquitetura futura focada em integrações com data lake e agentic AI sugere que o CCF Push não é apenas uma melhoria de interface, mas o alicerce para cenários de detecção automatizada de próxima geração.

Para começar, os desenvolvedores de solutions devem consultar a documentação técnica no MS Learn. Em caso de desafios estruturais ou necessidade de suporte especializado na implementação, o programa App Assure está disponível para garantir que a integração siga os padrões recomendados de performance e observability.


Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.

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