19 de maio de 20263 min de leitura

Integrando Rundeck (AWS) com Azure Runner: Orquestração em Ambientes Cloud Híbrida

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TL;DR: Integração Estratégica Híbrida com Rundeck

Este artigo detalha a arquitetura para integrar uma instância do Rundeck hospedada na AWS com endpoints de execução no Azure, utilizando o componente Rundeck Runner. A solução permite orquestrar mais de 2.000 jobs em ambientes Azure sem a necessidade de migrar plataformas ou reescrever workloads. A conclusão é que essa estratégia reduz drasticamente o esforço operacional e o Time to Value ao consolidar o controle da automação em um único servidor, mantendo a execução próxima aos workloads.

Desafios de Orquestração em Ambientes Multi-Cloud

Para empresas brasileiras em transição ou operação multi-cloud, o custo de "re-engenharia" de pipelines de automação é um dos maiores gargalos. Frequentemente, times de DevOps se veem presos entre a necessidade de manter uma lógica de automação centralizada e a dispersão dos ativos tecnológicos em diferentes provedores. A integração entre o Rundeck (AWS) e máquinas virtuais no Azure oferece um caminho para contornar a necessidade de on-boarding de workloads em ferramentas nativas do Azure, preservando o investimento já realizado em automação.

Como funciona a arquitetura de integração?

O segredo dessa arquitetura reside no Rundeck Runner. Em vez de tentar estender a infraestrutura do Rundeck para dentro de cada VPC ou VNet de terceiros, o Runner atua como um agente de execução leve dentro do ambiente Azure, respondendo ao servidor central.

Visão geral da arquitetura de integração

Pontos de atenção na implementação no Brasil

Ao desenhar essa integração, considere os seguintes aspectos técnicos:

  1. Network Connectivity & Latency: Certifique-se de que a conectividade (via VPN site-to-site ou Dedicated Interconnect) entre o endpoint AWS e a sub-rede Azure esteja otimizada. O tráfego na porta 443 é essencial.
  2. Compliance e Segurança (SecOps): Como o Runner exige acesso a recursos internos, utilize privilégios de menor acesso (Least Privilege) para a conta de usuário rundeck na VM Linux.
  3. Eficiência no Deployment: A utilização de extensões de VM ou pipelines CI/CD (como BAMS/Artifactory) é altamente recomendada para garantir que o deploy do JAR do Runner seja idempotente e repetível.

Prerequisitos Técnicos para o Azure VM

Além da conectividade, o setup no Azure exige atenção à camada de software:

  • Java Runtime: A versão Java 11 é um requisito mandatório para a execução do runner.jar.
  • Gerenciamento de Logs: Em um ambiente enterprise, a rotação de logs (conforme o passo 10 do artigo original) é vital para não esgotar o disco da VM, mantendo a observabilidade sem comprometer a estabilidade.
  • Proxy: Muitas redes corporativas brasileiras impõem políticas estritas de proxy. A configuração via -Dmicronaut.http.client.proxy-* no startup do Java é indispensável para cenários de redes com tráfego filtrado.

Considerações Finais

Esta abordagem não é apenas uma "gambiarra" técnica; é uma escolha arquitetural inteligente para evitar o lock-in forçado que a migração de ferramentas de automação impõe. Ao tratar a infraestrutura como um ambiente de execução remota, sua equipe de SRE ganha foco em manter a estabilidade dos jobs enquanto escala horizontalmente a infraestrututa no Azure.


Artigo originalmente publicado em Azure Updates - Latest from Azure Charts.

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