A nuvem pública traz, inegavelmente, um valor imenso para experimentação, como provas de conceito (PoCs), e para aplicações que exigem elasticidade imediata. Contudo, adotar a nuvem pública como default para todo o seu ecossistema de TI — especialmente em cargas de trabalho de produção estáveis — tem revelado desafios críticos para as empresas brasileiras.
Quando migramos workloads estáveis para ambientes de nuvem sem uma análise criteriosa, os CISOs e gestores de tecnologia esbarram em dois gargalos principais: a perda de controle granulado sobre o desempenho e a soberania dos dados (data residency), e a escalada invisível dos custos. As taxas de egress, aliadas ao modelo de cobrança 'pay-per-use', podem se tornar proibitivas quando a previsibilidade é negligenciada, impactando diretamente o ROI da operação.
Apesar dos benefícios latentes da nuvem, a máxima de que 'cloud resolves everything' já não sustenta a realidade das arquiteturas modernas. Com a aceleração da adoção de IA nas empresas, a latência de rede e a proximidade do dado tornam-se diferenciais competitivos insustentáveis apenas na nuvem pública. É urgente adotar um mindset de distribuição inteligente, onde o mix de infraestrutura pública e privada não é um problema, mas a base para escalar com sustentabilidade operacional e eficiência financeira.
Artigo originalmente publicado por Iiro Stubin em Interconnections – The Equinix Blog.