22 de abril de 20264 min de leitura

BigQuery na Era Agentica: O que muda para a estratégia de dados das empresas brasileiras

Tomas Talius

Google Cloud

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O sucesso na chamada "era agentica" exige uma mudança de paradigma: sair de workloads de escala humana para uma arquitetura agent-first. Para empresas brasileiras que buscam escalar, isso significa abandonar a inteligência reativa em favor de ações proativas, transformando dados brutos em conhecimento semântico que agentes de IA possam utilizar para realizar raciocínios complexos.

Historicamente, o BigQuery tem se posicionado como a fundação de dados e IA de milhares de organizações. Os números recentes impressionam pela escala de adoção: um crescimento de 30x no volume de dados processados com Gemini e 20x nas ferramentas de construção de agentes baseadas no Model Context Protocol (MCP). O case da Definity, que reduziu pela metade o tempo de ingestão de dados críticos, ilustra o ganho de produtividade quando a engenharia de dados incorpora IA e ML nativos.

Lakehouse aberto e Cross-cloud

A fragmentação de dados é um desafio real para empresas brasileiras que operam em ambientes multi-cloud. A estratégia do Google aqui é clara: integrar o Apache Iceberg para garantir interoperabilidade real, não apenas discurso. Com Managed Iceberg tables no Lakehouse, o BigQuery entrega recursos como automatic table management e change data capture. Para o time de engenharia, a grande virada é o Cross-cloud Lakehouse, que permite aplicar a inteligência e o processamento do BigQuery em dados residentes no AWS ou Azure, minimizando a necessidade de Egress massivo e simplificando o TCO.

Analyze data across BigQuery and Iceberg table on AWS using SQL or natural language

Raciocínio baseado em grafos para agentes corporativos

Para que uma IA resolva problemas operacionais complexos, ela precisa entender as relações subjacentes aos dados. O BigQuery Graph (em preview) chega para permitir a modelagem de entidades e relações diretamente na plataforma. Isso é vital para garantir que agentes de IA não alucinem sobre métricas de negócio, mantendo a consistência do Churn Rate ou KPIs complexos, independentemente de estarem sendo consultados via painéis do Looker ou por agentes autônomos. A integração visual no BigQuery Studio reduz a carga cognitiva dos cientistas de dados ao criar essas topologias de negócio.

Analyze data in natural language using Conversational Analytics Agents with BigQuery Graph

AI Nativa: Unindo dados estruturados e não estruturados

A capacidade de processar dados não estruturados sem movimentação é o pilar da eficiência operacional. Com funções como AI.PARSE_DOCUMENT e o suporte a Gemma embeddings nativos, o BigQuery reduz drasticamente a complexidade de pipelines de Retrieval-Augmented Generation (RAG). Destaco o Optimized mode para funções de IA que entrega uma economia de 230x em tokens consumidos — uma métrica que qualquer gestor financeiro de TI atento deve monitorar para manter o controle de custos em iniciativas de IA.

Access, process and activate unstructured data in BigQuery

Experiências Agenticas

A automação do ciclo de vida dos dados agora ganha assistentes proativos. O foco em Conversational Analytics para queries em linguagem natural parece maduro, mas a verdadeira inovação está nos Proactive agentic workflows, que detectam desvios em métricas e realizam a análise de causa raiz de forma automática. Para equipes de engenharia, a integração com frameworks como LangGraph e o Google Cloud Data Agent Kit significa que o ambiente de desenvolvimento (VS Code, CLI) torna-se uma extensão natural da infraestrutura de dados.

Gain insights from your data using natural language with Conversational Analytics in BigQuery

Proactive agentic workflows in BigQuery

Performance e escala: O fator custo

Por fim, é impossível ignorar o Fluid scaling e as otimizações baseadas em histórico de queries. Com ganhos reportados de 35% de velocidade e 40% de redução de custo processual ano a ano, o BigQuery parece buscar o domínio absoluto em densidade de performance para o mercado corporativo. As novas ferramentas de workload management (reservation groups, slot controls) são essenciais para empresas que precisam de governança rígida sobre o orçamento cloud, garantindo que a escalabilidade da IA não se transforme em surpresas na fatura mensal.

BigQuery fluid scaling for unpredictable workloads

Em suma, o BigQuery está se movendo de um data warehouse para um motor de raciocínio. A transição para a era agentica não é apenas sobre comprar tokens de API, mas sobre o quanto a sua infraestrutura de dados permite que a IA tenha contexto, governança e eficiência para agir.


Artigo originalmente publicado por Tomas TaliusVP, Engineering, Google Cloud em Cloud Blog.

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