23 de abril de 20263 min de leitura

Google Cloud Next '26: A virada de chave para agentes em produção e a infraestrutura necessária

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Se no Google Cloud Next ‘25 o foco era a exploração das possibilidades da IA, a edição de 2026 deixa claro que o mercado superou a fase da curiosidade. Agora, o desafio é operacional: como levar esses modelos para a produção em escala corporativa com estabilidade e governança?

A resposta, na visão de Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, reside em um stack unificado. Não se trata apenas de escolher o melhor modelo, mas de ter uma infraestrutura de silício otimizada, dados que deem contexto real às respostas e um framework de orquestração de agentes que seja seguro por design. Para times de engenharia e TI no Brasil, isso significa que a era das "provas de conceito isoladas" está sendo substituída pela necessidade de arquiteturas robustas e integradas.

Gemini Enterprise: O sistema operacional da era dos agentes

O grande anúncio foi o Gemini Enterprise Agent Platform. Esta evolução do Vertex AI não é apenas uma ferramenta de desenvolvimento, mas um ambiente de ciclo de vida completo. Para empresas brasileiras que buscam previsibilidade, o diferencial aqui é o foco em governança: com o Agent Registry e o Agent Gateway, a TI ganha controle centralizado sobre quem acessa o quê e como os agentes se comportam, mitigando riscos de segurança comuns em implementações de LLMs.

A funcionalidade de Agent Observability merece nota máxima dos times de Site Reliability Engineering (SRE). Monitorar a razão (reasoning) e os traces de execução de um agente é um desafio novo de observabilidade que exige uma mudança na forma como tratamos logs e métricas em ambientes de produção.

AI Hypercomputer: A base da performance

Não se faz IA de ponta sem compute. O anúncio dos chips TPU 8t (focado em training) e TPU 8i (otimizado para inference) mostra um descolamento claro das necessidades de hardware. O modelo de inference com a nova topologia Boardfly promete um melhor TCO para aplicações que exigem baixa latency e alto throughput, essencial para empresas que operam sistemas transacionais de alto volume no Brasil.

O desafio do contexto: Agentic Data Cloud

"Razão sem contexto é apenas um palpite". O conceito de Agentic Data Cloud vem para endereçar a falha número um em projetos de IA: a alucinação por falta de dados proprietários. A integração com Apache Iceberg para um Cross-Cloud Lakehouse é um movimento estratégico para empresas que já operam em formato multi-cloud e não querem (ou não podem) mover petabytes de dados para um único silo.

Segurança em tempo de execução: Agentic Defense

A segurança foi elevada a uma função autônoma. Com a integração do Wiz ao portfólio, e a introdução de agentes de Threat Hunting e Detection Engineering, o Google Cloud busca automatizar a detecção de vulnerabilidades antes do deployment. Para as equipes de SecOps, o uso de AI-BOM (AI Bill of Materials) será crucial para manter o inventário de modelos e dependências atualizado em ambientes complexos.

Conclusão: Operacionalizando a inteligência

O recado do Next ‘26 para líderes de tecnologia é pragmático: a infraestrutura por trás dos agentes precisa ser tão confiável quanto o core banking ou o ERP da sua empresa. A transição da IA como "experimento" para a IA como "ativo operacional" exige maturidade nas práticas de automação, FinOps — para garantir que o custo de token usage não dispare — e rigor na governança de dados.


Artigo originalmente publicado por Google Cloud Content & Editorial em Cloud Blog.

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